"Respeitamos o direito à greve, mas acreditamos que não teremos impactos significativos e que as nossas lojas estarão abertas para atender os clientes. Não prevemos o encerramento de nenhuma loja. Serviços mínimos? Serão serviços normais", afirmou Luís Moutinho numa reportagem do Eco.

Recusando-se a comentar as alterações à lei laboral que o Governo quer implementar e que motivaram esta greve convocada pelos sindicatos CGTP e UGT - "digo que, dentro do contexto que o país nos permite, tentamos ser os melhores da nossa classe" - o CEO da empresa de distribuição disse estar "muito confiante" na manutenção das operações.

Recordando que "a relação com os trabalhadores não é nova e já houve outros episódios de greve" no passado, Luís Moutinho, que lidera a MC há 16 anos, disse ainda que "respeita os sindicatos com quem tem uma relação profissional".

Mas, acrescentou o gestor, "acima de tudo", a empresa de retalho tem "uma relação muito boa com as pessoas" que trabalham no Continente e que diz estarem "satisfeitas e felizes por trabalhar" para a empresa.

O presidente executivo da Sonae MC fez estas declarações durante um encontro com jornalistas no Porto, onde apresentou o plano de expansão que prevê a abertura de mais 100 lojas com 3.000 postos de trabalho no Continente até ao final da década, e no qual disse que a distribuidora não quer "envolver-se em problemas" no estrangeiro, depois das tentativas falhadas no Brasil e em Angola.