De acordo com os dados da Administração Central do Sistema de Saúde(ACSS), para além destas vagas na FGM, foram também preenchidas 15 das 17 vagas disponíveis na área da Saúde Pública.

Comparativamente, em 2024, a segunda ronda de recrutamento resultou no preenchimento de 63 vagas (das 225 disponíveis) na MGF e nove na Saúde Pública (de um total de 15).

Considerando que cada médico de Medicina Geral e Familiar tem, em média, uma lista de 1.550 utentes, o preenchimento destas vagas permitirá que pelo menos 77.500 utentes passem a ter médico de família, incluindo mais de 37.000 na região de Lisboa e Vale do Tejo, a mais carenciada.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, havia 84 vagas de médico de família em aberto, e mais de 70% ficaram por preencher, restando apenas 24 preenchidas.

Por exemplo, a nível nacional, a Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora Sintra foi a que teve mais especialistas de Medicina Geral e Familiar colocados, com 9 de 12 vagas preenchidas (75%).

Na região Centro, havia 29 vagas de Medicina Geral e Familiar, e oito estavam preenchidas; no Norte, havia 18, e 15 estavam preenchidas; no Alentejo, apenas duas das oito vagas abertas estavam preenchidas; e no Algarve, tinham sido abertas três vagas, e apenas uma estava preenchida.

Em 2025, nos dois concursos para contratação de médicos recém-especialistas em Medicina Geral e Familiar, foram preenchidos 281 lugares, permitindo a nomeação de um médico de família para mais 435.550 utentes.

Na Saúde Pública, dos 17 lugares totais, apenas dois ficaram por preencher na segunda ronda de concursos - um na região Centro (Unidade Local de Saúde da Guarda) e outro no Alentejo (ULS Alto Alentejo).