«A principal novidade a anunciar é que, nestas duas primeiras campanhas, nem todos os bebés foram abrangidos. No próximo ano, todos os bebés que nascerem serão abrangidos e poderão ser vacinados contra esta doença», anunciou André Peralta Santos.
O vice-diretor da DGS falava aos jornalistas na Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões (ULS) durante a apresentação do relatório de avaliação da campanha de vacinação sazonal de 2025–2026, integrada no Programa Nacional de Vacinação, que decorreu de 23 de setembro de 2025 a 30 de abril de 2026.
«A partir de setembro, todos os bebés que tenham nascido e ainda não tenham sido vacinados contra o RSV serão convocados» para serem vacinados, acrescentou.
Grande diferença
Explicou que «a principal diferença» em relação ao ano anterior é que houve «dois meses durante os quais [os bebés] não eram elegíveis para esta imunização», enquanto agora «essa regra está a ser eliminada e todos os recém-nascidos passam a ser elegíveis».
André Peralta Santos destacou ainda que a vacina contra o RSV, um vírus que «provocava doenças graves em bebés até um ano de idade», atingiu «90% de cobertura» ao longo do último ano.
O vice-diretor da DGS (Direção-Geral de Saúde) salientou ainda que a história da vacinação em Portugal está «inacabada», uma vez que se trata de um processo que está «em constante aperfeiçoamento», nomeadamente através da introdução de novas vacinas e da expansão dos programas existentes.
«No ano passado, introduzimos duas novas vacinas contra a pneumonia e a meningite que oferecem uma melhor proteção às nossas crianças e alargámos a cobertura para incluir outras vacinas, nomeadamente contra o RSV e a hepatite A», observou.
Campanhas antivacinação
Quando questionado sobre as campanhas antivacinação existentes, o responsável afirmou que a DGS «não observa tais fenómenos de hesitação vacinal na população pediátrica».
«Existem alguns sinais muito ténues, altamente localizados em regiões específicas do país, nomeadamente no Algarve, no Alentejo e na Grande Lisboa, que estamos a acompanhar com grande preocupação, ao mesmo tempo que reforçamos a confiança entre os profissionais» relativamente a este trabalho, afirmou.
Salientou a importância do envolvimento próximo e pessoal proporcionado pelos médicos de família e enfermeiros, referindo que são neles que «os pais depositam maior confiança quando procuram respostas às suas perguntas».
«E é natural que surjam questões. As vacinas são uma forma de medicação, pelo que os pais podem ter dúvidas; o que importa é que abordem estas questões abertamente com o seu médico de família ou enfermeiro», exortou.
Assegurou aos jornalistas que «todas as vacinas incluídas no PNV [Plano Nacional de Vacinação] são seguras e altamente eficazes na prevenção de doenças muito graves».








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