As queixas foram registadas pelo Observatório da Prática Médica da associação, criado em 2025 para acompanhar as preocupações relacionadas com a prática médica.

Carlos Cortes, presidente daOrdem dos Médicos, afirma que alguns dos casos são extremamente graves e que a desinformação prejudicou diretamente os cidadãos.

A ordem está particularmente preocupada com a disseminação de alegações de saúde enganosas e considera que são necessárias uma regulamentação e uma aplicação da lei mais rigorosas para proteger os doentes.

A Ordem apresentou agora uma proposta legislativa ao Presidente da República, ao Parlamento e ao Ministério da Saúde, apelando a uma maior supervisão da informação e das práticas relacionadas com a saúde.

Redes sociais

As plataformas de redes sociais também estão no centro das atenções, com a ordem a defender que estas devem ser sujeitas a sanções relacionadas com a divulgação de desinformação prejudicial.

A preocupação reside no facto de as pessoas que procuram aconselhamento médico poderem deparar-se com alegações que parecem credíveis, mas que têm pouca ou nenhuma base científica.

Para os doentes, pode ser difícil saber em que informação confiar, especialmente quando os conselhos de saúde são amplamente partilhados online.

A Ordem dos Médicos pretende que as autoridades assumam um papel mais ativo na resolução do problema, argumentando que a informação de saúde enganosa não é simplesmente um incómodo online, mas algo que pode ter consequências reais para a saúde das pessoas.

Defina o The Portugal News como a sua fonte preferida de notícias no Google

GoogleAdicionar como fonte preferida no Google