O estudo, realizado em parceria com a plataforma Bolt, revelou que 53% desta geração — os nascidos entre 1997 e 2012 — afirmam que a utilização destes serviços de transporte ajuda a reduzir a condução sob o efeito do álcool, enquanto 76% acreditam que estes serviços contribuem para diminuir os incidentes causados pela condução sob o efeito do álcool.
Os jovens valorizam sobretudo os serviços de transporte para evitar conduzir depois de beber e para regressar a casa após uma saída à noite.
O inquérito indica que 68% dos inquiridos consideram importante utilizar estes serviços para evitar conduzir sob o efeito do álcool, e 73% fazem-no quando regressam de bares, restaurantes ou eventos.
Cerca de um terço também recorre a estes serviços quando os transportes públicos não estão disponíveis, ou para deslocações de e para os aeroportos, de acordo com o inquérito, realizado em junho deste ano junto de 1 000 residentes portugueses com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos.
«Os serviços de transporte por aplicação desempenham um papel importante na melhoria da segurança rodoviária nas cidades portuguesas, oferecendo uma alternativa acessível àqueles que não devem conduzir», explicou Mário de Morais, Diretor-Geral da Bolt em Portugal.
O responsável reconheceu que o serviço é «especialmente relevante para os jovens adultos de hoje, que esperam que a mobilidade seja prática e, acima de tudo, segura». Salientou que é «encorajador» ver que muitos reconhecem o papel do serviço em ajudar as pessoas a «tomar decisões mais seguras — quer isso signifique evitar conduzir após o consumo de álcool, quer garantir que amigos e familiares cheguem a casa em segurança».
«Queremos que os serviços de transporte por aplicação continuem a ser uma alternativa segura e fiável para quem se desloca nas cidades portuguesas, e continuaremos a investir em funcionalidades que reforcem essa confiança», acrescentou Mário de Morais.
O inquérito revelou ainda que os serviços de transporte são utilizados para garantir a segurança de terceiros; mais de metade dos inquiridos (55%) reconheceu utilizar frequentemente o serviço para reservar viagens para amigos ou familiares «para garantir que chegam a casa em segurança, em vez de conduzirem eles próprios».
A tecnologia também desempenha um papel significativo na construção da confiança entre os jovens adultos e este serviço de mobilidade urbana. Os inquiridos valorizam sobretudo o seguimento por GPS em tempo real (74%), a partilha de viagens (62%), as avaliações dos motoristas (57%) e a verificação da identidade dos motoristas (54%).
Mudança de hábitos da juventude portuguesa
Esta não é a primeira vez que os jovens portugueses alteram a sua abordagem à condução. De acordo com um estudo divulgado em setembro deste ano pela Behavioural Insights Unit da Católica Lisbon School of Business & Economics, em parceria com a Bolt, a Geração Z em Portugal está cada vez mais a afastar-se da compra de automóveis.
Em vez disso, os jovens em Portugal estão cada vez mais a optar por serviços de transporte a pedido (TVDE) para ganharem independência nas suas deslocações. Recorrem também cada vez mais aos transportes públicos, que, segundo os inquiridos, oferecem maior flexibilidade financeira ao eliminar os custos de aquisição e manutenção de um veículo particular. Embora nem todos os jovens tenham descartado a possibilidade de ter um carro, as atitudes diferem claramente das das gerações anteriores.









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