A decisão foi tomada “após esforços contínuos para tornar a empresa viável”, anunciou o grupo.

Em comunicado, o grupo dono do Pingo Doce explica que, “após uma análise aprofundada e esforços sustentados para viabilizar a empresa, que acabaram por não ter sucesso, tomou a difícil decisão de descontinuar a operação de Hussel.”

Para justificar a decisão de fechar a operação da Hussel, aponta para a insolvência de seu parceiro alemão, o aumento dos preços dos aluguéis e o aumento do preço do cacau, afirmando que “o impacto duradouro levou ao entendimento de que a empresa está enfrentando uma situação insustentável sem perspectivas bem fundamentadas de reversibilidade”.

A insolvência, em 2024, da parceira alemã Hussel GmbH “acabou por pôr fim à colaboração que sustentou a operação em Portugal, gerando problemas de abastecimento e perda de escala”, enumera.

Além disso, o forte aumento dos custos, particularmente aqueles relacionados ao aluguel, mostrou-se insuperável, juntamente com a forte e contínua pressão sobre o preço do cacau, combinada com a queda da produção e a crescente tendência regulatória.

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