De acordo com o IPMA, em outubro, o valor médio da temperatura média do ar foi de 19ºC, superior em +2,21ºC ao valor normal para o período de referência 1991-2020.

A média da temperatura mínima foi de 13,42ºC, a sexta mais alta desde 1931, "com uma anomalia de +1,80ºC em relação ao valor normal", enquanto a média da temperatura máxima foi de 24,57ºC, superior em +2,61ºC ao valor normal.

O boletim indica que a temperatura máxima esteve acima da média mensal até ao dia 19, e a temperatura mínima esteve acima da média até ao dia 25.

Relativamente à temperatura mínima, entre os dias 19 e 24, registaram-se "desvios superiores a 3ºC" e "novos extremos do valor mais alto" em Portel e Mértola.

O IMPA registou uma onda de calor de 10 a 19 de outubro em cerca de 60% das estações meteorológicas.

Quanto à precipitação, o total mensal foi de 86,4 mm, correspondendo a 79% do valor médio para 1991-2020.

Nos dias 28 e 29 registaram-se "valores diários de precipitação elevados" nas regiões de Lisboa e Algarve, e no dia 31 nas regiões do litoral Centro e Norte.

A 31 de outubro, mais de metade (66%) do território continental estava em seca fraca a severa, com uma diminuição nas regiões Norte e Centro e um agravamento nas regiões Centro-Sul e Sul.

Globalmente, o mês passado foi o terceiro outubro mais quente de que há registo, com uma temperatura média do ar à superfície de 15,14°C.

outubro foi, desde abril, o primeiro mês em 2025 com uma temperatura superior a 1,50°C, o limite definido para o aquecimento global, registando 1,55°C acima da média estimada para o período 1850-1900 (nível pré-industrial).