O ritmo de criação de empresas registou um declínio ao longo do ano, enquanto o setor da construção acelerou, com 5 398 novas empresas criadas até agosto, segundo dados da idealista.

Isto consolida-o como uma das principais forças no mercado português, uma vez que o setor registou o maior crescimento neste indicador (+13%) e ocupa o segundo lugar em termos de número de constituições em valor absoluto.

Novas empresas criadas

Juntamente com o setor dos serviços (empresariais e gerais), as atividades de construção e imobiliárias representaram quase dois terços das novas constituições de empresas em Portugal desde o início do ano, de acordo com dados do Barómetro da Informa D&B.

Nesses setores, as novas constituições de empresas atingiram 36 124. Em comparação com o mesmo período dos primeiros oito meses de 2025, isto representa um declínio de 3,0%, o que significa que foram constituídas menos 1 116 empresas.

Queda na maioria dos distritos

O setor da agricultura e de outros recursos naturais registou a maior queda percentual no número de empresas criadas (-27%), seguido dos Transportes (-12%) e, em seguida, do setor do Alojamento e serviços de restauração (-10%).

Os únicos setores que contrariaram esta tendência foram a Construção e as Tecnologias da Informação e da Comunicação, tendo este último criado mais 135 empresas em comparação com o mesmo período do ano passado, o que significa um aumento de +5,3%.

Esta queda no número de novas empresas criadas em 2026 afeta a maioria dos distritos, sendo Lisboa, Faro e Funchal os mais afetados. Os distritos de Santarém, Porto, Coimbra, Angra do Heroísmo e Vila Real foram os únicos a registar crescimento.

Diminuição dos encerramentos

Do lado positivo, quase todos os setores registaram uma diminuição no número de encerramentos de empresas, sendo as quedas mais notáveis nos setores dos Serviços às Empresas e do Comércio a Retalho.

Nos últimos 12 meses, de julho do ano passado até ao final de agosto deste ano, verificou-se uma diminuição de 7,8% nos encerramentos.