Depois de ter sido adjunto, entre outros, de José Peseiro, Alexandre Santos, de 49 anos, iniciou a sua carreira como treinador principal no Real SC, tendo também passado pelo Alverca.
«É um grande objetivo da minha carreira que, felizmente, neste momento foi possível concretizar», afirmou o novo «comandante», que assinou um contrato válido até ao final da época, numa conferência de imprensa no Estádio da Madeira, no Funchal.
O sucessor de João Gião, que liderou a equipa nas primeiras quatro jornadas do campeonato, com uma vitória, um empate e duas derrotas, disse estar «muito satisfeito com a oportunidade» de poder agora trabalhar num «clube histórico» e com um «presidente notável» como Rui Alves.
«É mais um passo na minha carreira, que já é longa, mas ainda não tinha chegado à Primeira Divisão como treinador principal. E isso é um momento marcante para qualquer treinador», observou.
Créditos: Facebook; Autor: Clube Desportivo Nacional;
Ainda sob a gestão interina do treinador da equipa de juniores, Bruno Abreu, o Nacional perdeu na última jornada contra o Sporting por 2-0, um resultado que não permite tirar grandes conclusões, uma vez que jogar no Estádio José Alvalade «não é fácil para ninguém», segundo Alexandre Santos.
O antigo adjunto de Peseiro não vai fazer nenhuma «revolução» nos seus primeiros dias de trabalho, pretendendo construir uma equipa que saiba defender num «bloco muito compacto» e que, ao mesmo tempo, seja «capaz de criar dinâmicas ofensivas».
Também presente na cerimónia, o presidente Rui Alves lamentou que a chegada de Alexandre Santos tenha ocorrido «com cinco jornadas de atraso», numa altura em que a equipa da Madeira ocupa o 12.º lugar com quatro pontos.
Questionado sobre os motivos da saída de Gião, o dirigente dos «preto e brancos» explicou que este simplesmente «não acreditava no processo de trabalho», acrescentando que não está «dependente dos resultados desportivos para tomar decisões», reforçou.








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