Durante uma reunião pública do executivo municipal, o prefeito Sérgio Galvão afirmou que o empréstimo tem como objetivo financiar a primeira fase da remodelação da propriedade.

O prefeito explicou que o empréstimo não contaria com a capacidade de endividamento do município no distrito de Lisboa, pois garantiu 2 milhões de euros em financiamento da UE e está aguardando “um valor significativamente maior”.

O prefeito observou que o projeto de remodelação do antigo sanatório é estimado em €60 milhões, com a expectativa de que o município contribua com aproximadamente €17 milhões.

Sérgio Galvão disse que o projeto também seria financiado por empresas privadas, das quais ele espera “2 milhões de euros em apoio em breve”.

A “Medicina ULisboa — Associação do Campus de Torres Vedras” foi criada para o projeto, com o município e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa como membros fundadores.

A missão da associação é desenvolver, implementar e promover serviços de saúde, ensino, pesquisa e treinamento no setor de saúde, com foco principal na atenção primária à saúde.

O campus contará com um Centro de Saúde, incluindo uma Unidade Acadêmica de Saúde da Família e uma unidade interdisciplinar abrangendo as áreas cardiovascular, musculoesquelética e neurociência, bem como um centro acadêmico (com centros de pesquisa clínica e tecnológica), um centro humanitário, de emergência e medicina de desastres e um centro residencial.

Com aproximadamente 13.000 metros quadrados, espera-se que o campus empregue cerca de 400 pessoas, incluindo profissionais de saúde e prestadores de serviços.

O prédio está vazio desde 2013, ano em que os serviços hospitalares anteriormente localizados lá foram realocados.

A propriedade pertencia ao Ministério da Saúde, mas em 2021, o Estado a transferiu para o Município de Torres Vedras ao abrigo de um contrato de empréstimo gratuito de 50 anos.

Durante a reunião pública do executivo municipal, também foi concedida a aprovação de um empréstimo de €2,7 milhões para adquirir um terreno de 4,5 hectares próximo à Pousada de Santa Cruz; o local é destinado à construção de um prédio contendo 133 apartamentos destinados à compra a custos controlados ou para aluguel acessível.

De acordo com o prefeito, o município espera garantir €3 milhões em financiamento da UE para aumentar a oferta habitacional na área.