«Queria aproveitar esta oportunidade para reiterar a minha solidariedade para com os portugueses e as portuguesas que vivem na Venezuela e que estão a atravessar um dos momentos mais difíceis que, certamente, já viveram nas suas vidas», declarou, à margem da sessão comemorativa do 45.º aniversário do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), no Palácio das Necessidades.

No evento, que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, José Luís Carneiro, que era secretário de Estado das Comunidades, quis «transmitir uma mensagem fraterna e de solidariedade a quem está a sofrer neste momento».

«Muitos perderam a vida, outros estão gravemente feridos e, por isso, é um momento de consternação para toda a comunidade nacional, e quis dirigir uma palavra de fraternidade e solidariedade àqueles que estão a sofrer neste momento», afirmou.

Reforço do apoio à Venezuela

No dia anterior, o líder do PS defendeu que será necessário reforçar o apoio que Portugal tem prestado à Venezuela na sequência dos terramotos, ajuda que não se limitará ao curto prazo, demonstrando a disponibilidade do PS para envidar esse esforço.

«Enviar apoio é importante, foi positivo, demonstrou sensibilidade, mas creio que será necessário reforçar as condições de apoio, não só a curto prazo, mas também tendo em conta as condições em que as pessoas irão viver nas próximas semanas e meses», argumentou José Luís Carneiro na sua intervenção final na Comissão Nacional do PS, que teve lugar em Lisboa.

Referindo-se à sua familiaridade com o país afetado por esta «tragédia de grandes proporções», o líder do PS recordou que a Venezuela «já apresentava fragilidades estruturais e infraestruturais muito significativas e agora encontra-se numa situação verdadeiramente dramática para muitos milhares, senão milhões, de pessoas».