Enquanto o enorme obelisco no centro da praça chama a atenção com a sua narrativa sobre a independência nacional, esta estátua mais pequena e detalhada homenageia o trabalho incansável, muitas vezes anónimo, que transformou as paredes do país em galerias ao ar livre. Também mostra como foram criados estes murais que se encontram debaixo dos nossos pés.

O memorial retrata um mestre artesão no meio do seu ofício, ajoelhado com uma mão firme e concentrada enquanto aplica os azulejos decorativos, enquanto a outra mão se prepara para os fixar firmemente no lugar certo. A estátua serve como uma lembrança comovente de que a famosa beleza arquitetónica de Portugal não nasceu apenas de um decreto real, mas de gerações de precisão manual meticulosa.

Da mesma forma, é também uma excelente lembrança de que as coisas boas levam o seu tempo. Este memorial proporciona ainda um equilíbrio necessário e humilde face aos monumentos de poder que o rodeiam, celebrando a pessoa que, na verdade, criou os padrões que definem as nossas ruas. Os heróis anónimos da Identidade.