Construída durante os séculos VIII e IX por colonos norte-africanos, a fortaleza estava estrategicamente posicionada para controlar as terras férteis e as rotas marítimas vitais que conduziam a Lisboa. Serviu como um bastião defensivo fundamental ao longo de toda a era islâmica, protegendo a população local no seio de uma sofisticada rede de torres de vigia tão bem situadas que era muito difícil penetrar nela.
Veja o vídeo completo aqui 👇👇👇
Após a conquista cristã de 1147. Conquistada pelo rei Afonso Henriques, a estrutura foi significativamente reforçada para guardar a fronteira cristã recém-estabelecida, albergando uma pequena guarnição que servia de olhos e ouvidos do reino contra ataques. Ao longo dos séculos, o castelo resistiu a inúmeros cercos, à negligência real e aos tremores devastadores do terramoto de 1755, que destruiu grande parte da sua alvenaria medieval.
Ao contrário dos palácios opulentos que mais tarde surgiram na cidade verdejante lá em baixo, o Castelo dos Mouros mantém uma aura de poder austero e defensivo. As cortinas de pedra que ainda se conservam, estendidas pelos cumes das montanhas, oferecem vistas panorâmicas de cortar a respiração que outrora sinalizavam perigo iminente. Encontrar-se hoje no interior destas torres marcadas pela batalha é recordar a história crua e mutável dos tempos. Onde estes castelos e fortalezas têm um valor muito maior do que simples miradouros e marcos culturais.


Follow us on social media