Ela, a bela de cabelos castanhos,
Vinda de uma terra distante, muito além,
Para assombrar o meu refúgio.
Seria um sonho em resposta à minha prece?
Antes um pesadelo, ouso dizer,
Pois o seu rosto era feito de argila.
O seu corpo já não clama por socorro,
A voz permanece tão silenciosa como a alga
Empilhada ao longo de uma praia remota,
À espera que tempestades de desejo
Lhe devolvam a dança sob as ondas,
Presa a fragas pontiagudas.
A minha nau de amor naufragou neste recife rochoso,
Apesar das escotilhas trancadas contra o desespero.
Nunca mais os seus fios de cabelo de âmbar
Deslizarão pelas minhas calejadas mãos de afeto








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