Os números apresentados não incluem a chegada de migrantes a Ceuta entre 30 e 31 de julho, que, segundo o governo espanhol, ascendeu a 72 000 pessoas.

A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) informou que, nos primeiros oito meses do ano, registou aproximadamente 75 000 casos de entradas irregulares na União Europeia. A mesma fonte assinala uma diminuição em «praticamente todas as principais rotas migratórias», exceto no Mediterrâneo Ocidental, que inclui o sul de Espanha.

Embora o relatório não inclua as entradas irregulares em Ceuta, a Frontex assinala que esta região registou um aumento de 34% nas chegadas de migrantes irregulares.

Nesta rota, «a Argélia foi o principal ponto de partida, sendo as Ilhas Baleares e a Espanha continental os principais destinos», afirma a Frontex.

«A pressão aumentou significativamente em julho, quando a rota atingiu o seu valor mensal mais elevado dos últimos três anos, antes de voltar a diminuir em agosto», salienta a agência, acrescentando que o aumento das entradas irregulares nesta região indica uma «mudança nas rotas utilizadas pelos traficantes», de acordo com o comunicado da Frontex.

«O reforço dos controlos em Marrocos e nas rotas vizinhas na África Ocidental e no Mediterrâneo Central levou a que mais partidas fossem direcionadas para a costa argelina», explica a Frontex.