A chegada destes profissionais aumenta a capacidade de resposta dos serviços hospitalares do Algarve, uma vez que a instituição «continua a apostar na contratação e valorização» dos profissionais, indicou a ULS num comunicado.

O chefe de enfermagem, José Vieira dos Santos, deu as boas-vindas aos novos profissionais a 21 de setembro, numa sessão em que destacou «a importância dos cuidados humanizados, do trabalho em equipa e da responsabilidade dos profissionais de saúde».

«Nunca se esqueçam de que, antes de sermos enfermeiros e profissionais, somos pessoas a cuidar de pessoas», advertiu o responsável, citado no comunicado da ULS/Algarve.

José Vieira dos Santos defendeu que a enfermagem «não deve ser reduzida» a uma sucessão de tarefas, mas «deve também refletir-se na forma como» os profissionais se relacionam com os doentes.

«Não deixem que a enfermagem se torne uma sucessão de tarefas. A enfermagem não pode ser apenas o que fazemos; tem também de ser a forma como nos relacionamos com as pessoas», afirmou.

José Vieira dos Santos salientou ainda a importância do trabalho em equipa para garantir uma resposta de qualidade e deixou aos novos profissionais três recomendações: «Cuidem bem das pessoas, cuidem bem uns dos outros e cuidem bem de vocês próprios.»

Na sessão, o presidente do conselho de administração da ULS/Algarve, Tiago Botelho, também destacou a importância de reforçar as equipas e «a intenção da instituição de continuar a contratar enfermeiros».

Tiago Botelho apelou ainda aos novos colaboradores para que divulgassem as oportunidades profissionais disponíveis na ULS Algarve.

«Espalhem a palavra», disse o responsável hospitalar.

Com a chegada dos 136 profissionais, os hospitais de Faro e Portimão verão as suas equipas reforçadas, uma medida que a ULS/Algarve enquadra «no compromisso de contratação» para garantir cuidados de saúde de qualidade na região do Algarve.

O Sindicato dos Enfermeiros de Portugal (SEP) apelou a mais contratações, afirmando que existe uma carência de cerca de 2 000 enfermeiros no Algarve, argumentando que a carência se agravou devido à falta de medidas de retenção e que as admissões ficam muito aquém da procura.