A corrida de 2025, realizada no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, contribuiu com 102 milhões de euros para o PIB de Portugal, incluindo 56 milhões de euros para a economia do Algarve.
Os números provêm de um estudo realizado pela EY-Parthenon para a Parkalgar, a empresa responsável pela gestão do circuito, e foram divulgados pelo ECO a 12 de outubro.
O estudo analisou o impacto económico e turístico do evento, incluindo o emprego, as despesas dos visitantes, o alojamento e os benefícios para as empresas da região.
No total, o MotoGP de 2025 gerou o equivalente a 2 024 postos de trabalho a tempo inteiro, com uma remuneração estimada em 43 milhões de euros e uma receita fiscal de 35 milhões de euros.
Entradas de espectadores
A corrida registou cerca de 166 000 entradas de espectadores, com adeptos que viajaram de diferentes partes de Portugal e do estrangeiro para assistir ao evento.
Os espectadores portugueses representaram aproximadamente 60 % da audiência, enquanto os visitantes internacionais representaram cerca de 40 %. A França e a Espanha estiveram entre os mercados internacionais representados, a par de visitantes de países como os Estados Unidos, o Canadá e o Brasil.
Para o Algarve, um dos maiores benefícios de acolher a corrida é o facto de os visitantes não virem necessariamente apenas para o fim de semana. Muitos optam por ficar mais tempo, gastando dinheiro em hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos locais.
Os adeptos que viajaram da Finlândia ficaram, em média, 7,4 noites, enquanto os visitantes da Dinamarca passaram cerca de sete noites em Portugal. Os que chegaram do Luxemburgo ficaram, em média, 6,7 noites.
Estas estadias mais longas são particularmente importantes para a região, uma vez que o MotoGP decorre fora dos meses de verão, que são os mais movimentados em termos turísticos, altura em que os hotéis e restaurantes têm, geralmente, mais disponibilidade.
Despesa média
O estudo analisou também quanto os espectadores internacionais gastaram durante as suas visitas.
Os visitantes da Dinamarca registaram a despesa média mais elevada, com 3 732 € por pessoa, seguidos pela Suécia, com 2 636 €, e pela Colômbia, com 2 583 €.
O alojamento e as refeições fora de casa foram duas das principais áreas de despesa, com uma despesa média de 438 € em alojamento e 326 € em refeições fora do circuito por visitante.
Isto significa que o evento beneficia não só o Autódromo Internacional do Algarve, mas também as empresas de toda a região, particularmente as que operam nos setores do turismo e da hotelaria.
Períodos mais calmos
Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, destacou a importância de acolher eventos internacionais durante os períodos mais calmos do ano.
Numa declaração divulgada pelo ECO, explicou que o estudo confirmou a importância do circuito e do MotoGP, tanto para o Algarve como para Portugal.
Salientou ainda que eventos desta dimensão ajudam a atrair visitantes fora da época alta do turismo, ao mesmo tempo que chamam a atenção internacional para a região.
E os benefícios não se limitam ao que os visitantes gastam durante o fim de semana de corrida. O Algarve também beneficia de exposição internacional através de transmissões televisivas e cobertura mediática, dando a conhecer a região a públicos que talvez nunca a tenham visitado antes.
Alguns espectadores podem também decidir regressar para passar férias, especialmente aqueles que viajaram para Portugal pela primeira vez para assistir à corrida.
Contribuição local
O MotoGP regressará a Portimão de 20 a 22 de novembro de 2026, trazendo mais uma vez pilotos, equipas e espectadores internacionais ao Algarve.
Com a próxima edição a aproximar-se, os números mais recentes mostram o quanto um evento como o MotoGP pode contribuir para a economia local, especialmente numa altura do ano em que a região costuma estar mais tranquila do que durante os meses de verão.








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