A construção começou em setembro de 2022; o prédio abrange três andares “projetados para atender às necessidades dos profissionais da justiça e dos cidadãos”, com sete salas de audiência, duas salas de videoconferência, seis salas de testemunhas, duas salas para aconselhamento jurídico, 27 escritórios, um arquivo e vários espaços para treinamento e creche.
O novo tribunal, construído com um investimento superior a 5,6 milhões de euros, também inclui sistemas de TI atualizados, recursos de gravação de áudio e vídeo, uma nova rede Wi-Fi e acesso à Internet e infraestrutura de comunicações modernizada.
Na cerimônia de inauguração realizada no novo prédio, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, observou que este é “um projeto importante” para “melhorar o sistema judicial” na região e um modelo que pode ser “replicado em outros lugares”, já que é “muito bem executado e altamente funcional”.
“Temos salas montadas para ouvir crianças, para interpretação simultânea, para ouvir testemunhas com maior privacidade e para advogados. De fato, este tribunal apresenta uma ótima imagem”, afirmou.
De acordo com o ministro, as novas instalações do tribunal permitirão que as antigas instalações abriguem o Tribunal Administrativo e Tributário a partir do “início do próximo ano”.
“O que queremos agora é fazer pequenos retoques e reformas em pequena escala, aproveitando o fato de o prédio estar vazio, para oferecer as melhores condições possíveis e abrigar o Tribunal Administrativo e Tributário o mais rápido possível”, afirmou.
Em suas observações, o primeiro-ministro Luís Montenegro reconheceu a importância do edifício para a qualidade dos serviços judiciais, observando que investir em “infraestrutura e equipamentos” efetivamente valoriza a força de trabalho existente.
Segundo o chefe de governo, alcançar serviços “mais diligentes, rápidos e justos” requer “profissionais, e isso pressupõe ter condições de atraí-los”.
“Devemos ter a coragem de dizer que a grande maioria dos cidadãos [que usam os tribunais portugueses] saem satisfeitos com o sistema judicial, e isso é uma prova das capacidades do sistema”, disse.
O presidente da Câmara Municipal de Beja destacou a consolidação de “instalações que antes estavam espalhadas” pela cidade em um único local, enfatizando que esse investimento garantiria “um serviço mais ágil e eficiente para quem usa os tribunais”.
“É um investimento em eficiência e, acima de tudo, em confiança”, afirmou.
A consolidação desses serviços permitirá o descomissionamento das unidades temporárias atualmente utilizadas pelos Tribunais de Família e Juventude e pelos Tribunais do Trabalho.
De acordo com Nuno Palma Ferro, o novo Tribunal de Beja, com essas instalações, ajudará a “consolidar as funções judiciais”, “aumentar o valor do distrito como um todo” e abordar a “desigualdade territorial” nas regiões do interior.
No final da cerimônia, quando os jornalistas perguntaram, o Ministro da Justiça não quis comentar a decisão do Ministério Público de abrir um inquérito contra o Diretor Nacional e outros altos funcionários do judiciário por supostas declarações falsas e abuso de poder.









Follow us on social media