«Ocupamos as ruas para exigir habitação; ocuparemos as escolas para exigir educação» é o lema do protesto que hoje mobilizou centenas de alunos da Escola de Artes António Arroio e do Liceu Camões.
Santiago Carrilho é um dos muitos alunos que se encontram à porta do Liceu Camões, que foi bloqueado num protesto por aqueles que temem «um futuro sem condições».
«Temos o custo de vida a aumentar cada vez mais, a habitação a ficar cada vez mais cara, escolas sem condições. Estão a destruir o nosso futuro, e Luís Montenegro decide fechar os olhos ao que se passa no país», afirmou Santiago Carrilho, do movimento estudantil Chumbado.PT, à Lusa.
A pouco mais de um quilómetro de distância, cerca de duzentos estudantes também protestam em frente à Escola de Artes António Arroio pelas mesmas razões.
«Ambas as escolas estão bloqueadas, sem aulas, com o apoio do pessoal e dos professores, porque esta é uma causa comum que afeta toda a gente, não apenas os jovens», acrescentou Raul Noetzold, estudante e membro do movimento Chumbado.PT.
Investimento na educação
Os estudantes exigem um maior investimento nas escolas para permitir obras de renovação, que ponham fim «ao frio no inverno e ao calor no verão», acrescentou Maria Fonseca em declarações à Lusa, recordando que «ainda há estudantes que, neste momento, estão sem professores».
Os estudantes pedem melhores condições nas escolas e acesso ao ensino superior, e acreditam que as ações poderão «plantar a semente e alargar os bloqueios às escolas no resto do país», acrescentou Santiago Carrilho.
«Pretendemos ficar aqui até às 18h, hora de encerramento da escola, mas ao longo da semana queremos ocupar cada vez mais escolas, cada vez mais ruas, cada vez mais praças», acrescentou, explicando que o protesto visa também mobilizar para a manifestação pela habitação, marcada pelo Acampamento de Lisboa, que terá lugar a 24 de outubro, em Lisboa.
Os estudantes protestam também contra o agravamento do custo de vida e exigem medidas a nível climático e internacional, o fim do investimento na guerra e medidas mais firmes para garantir a transição energética.
As ações de bloqueio foram organizadas pelo movimento Chumbado.PT e pelos Estudantes pelo Fim dos Combustíveis Fósseis.
«Hoje ocupamos as escolas, amanhã ocupamos as ruas», assegurou Santiago Carrilho.








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