Falando perante a Comissão de Economia e Coesão Territorial do Parlamento, Castro Almeida destacou que a produtividade é “uma questão crucial”. Embora as empresas devam enfrentar os principais desafios sozinhas, o governo pode apoiá-las em uma “área fundamental”: incentivar o uso da IA.

“Não há uma única grande empresa que não esteja conduzindo iniciativas massivas de treinamento em IA para sua força de trabalho. No entanto, nosso cenário econômico é composto por empresas muito pequenas, com média de três funcionários por empresa, “o que é extremamente baixo”, dificultando que essas organizações integrem a IA em seus processos de produção, observou ele

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De acordo com o ministro, uma sessão piloto de treinamento em IA ocorrerá em outubro para cerca de 100 trabalhadores de várias empresas da região de Leiria. Isso servirá como um modelo para posteriormente “ampliar o treinamento”, para treinar cerca de 100.000 trabalhadores em IA.

“Se tivermos 100.000 trabalhadores de micro, pequenas e médias empresas familiarizados com a IA e capazes de usá-la e implementá-la em suas organizações, isso representará um avanço significativo em nossa jornada de produtividade”, acrescentou.

O ministro destacou que uma iniciativa piloto também será organizada na Marinha Grande dentro do setor de fabricação de moldes, envolvendo treinamento para “cinco ou seis empresas” para ver como a IA pode beneficiar o processo de produção “em operações industriais específicas”.

“Essas duas iniciativas piloto nos permitirão concluir para que possamos organizar sua implantação em escala nacional. (...) A ideia é realizar sessões de treinamento neste campo de IA, que é indispensável para quem procura aumentar a produtividade, em todo o país, do Minho ao Algarve”, afirmou.

De acordo com Castro Almeida, “centenas” de empresas de médio e grande porte já estão recebendo financiamento por meio do IFIC (Instrumento Financeiro para Inovação e Competitividade), com uma parte significativa desse apoio dedicada à introdução da IA em suas organizações.

“Alocamos mais de 400 milhões de euros para isso. Esses fundos foram especificamente para a introdução da inteligência artificial nessas empresas”, concluiu.