A iniciativa, conhecida como «A Terra Treme», incentiva as pessoas em todo o país a praticarem três ações simples destinadas a reduzir o risco de lesões durante um terramoto.
Organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o exercício decorre às 11h05 desta quinta-feira e tem a duração de apenas um minuto.
Durante esse tempo, os participantes devem deitar-se no chão, proteger a cabeça e o pescoço e permanecer numa posição de abrigo até que o abalo termine.
O exercício está aberto a todos, incluindo famílias, escolas, empresas e instituições públicas, e pode ser realizado onde quer que os participantes se encontrem.
A campanha anual tem como objetivo sensibilizar a população para os riscos sísmicos e incentivar as pessoas a prepararem-se antes de ocorrer uma emergência.
O que deve fazer durante um terramoto?
A Proteção Civil recomenda três ações, conhecidas em português como «Baixar, Proteger e Aguardar».
As pessoas que se encontrem em recintos fechados devem ajoelhar-se para evitar serem derrubadas, proteger a cabeça e o pescoço e abrigar-se debaixo de uma mesa resistente ou de outra estrutura protetora adequada.
Devem permanecer nessa posição até que o abalo tenha cessado.
A autoridade aconselha as pessoas a manterem-se afastadas de janelas, espelhos, objetos suspensos e mobiliário que possam cair. Correr para o exterior durante um terramoto pode expor as pessoas a perigos adicionais, nomeadamente devido à queda de detritos.
Deve também evitar-se a utilização de elevadores.
A elaboração de um plano de emergência doméstico é outra recomendação. As famílias são encorajadas a identificar locais mais seguros dentro das suas casas, a combinar um ponto de encontro caso se separem e a garantir que todos sabem o que fazer.
Os suprimentos de emergência devem incluir água potável, alimentos não perecíveis, uma lanterna, medicamentos essenciais e outros itens necessários.
O mobiliário pesado deve ser fixado às paredes, enquanto os objetos de grandes dimensões devem ser guardados em prateleiras mais baixas para reduzir o risco de ferimentos.
Por que razão Portugal está em risco?
A posição geográfica de Portugal torna algumas partes do país vulneráveis a sismos, particularmente as zonas do centro e sul de Portugal continental e dos Açores.
De acordo com a ANEPC, o continente português é afetado pela atividade tectónica associada à fronteira entre as placas euro-asiática e africana.
O país sofreu vários sismos destrutivos ao longo da sua história, sendo o mais notável o sismo de Lisboa, de 1 de novembro de 1755.
Esse desastre causou destruição generalizada em Lisboa e gerou um tsunami que afetou as comunidades costeiras.
O Algarve também se encontra entre as regiões com um historial reconhecido de atividade sísmica. A Proteção Civil identifica áreas, incluindo Loulé, como tendo sofrido terramotos históricos significativos.
O nível de danos causados por um sismo depende de vários fatores, incluindo a sua magnitude, profundidade, distância do epicentro, condições locais do solo e características estruturais dos edifícios.
Os sismos que ocorrem ao largo da costa também podem gerar tsunamis, criando riscos adicionais para as comunidades costeiras.
Para os residentes e visitantes das zonas costeiras, conhecer as rotas de evacuação e seguir as instruções oficiais pode ser particularmente importante na sequência de um forte sismo.
Como podem os residentes participar?
Quem desejar participar no exercício de 5 de novembro pode inscrever-se através do site oficial da «A Terra Treme».
Os participantes também podem organizar a atividade de forma independente em casa, no trabalho ou nas escolas.
O site disponibiliza materiais educativos, vídeos e orientações que explicam o que fazer antes, durante e após um terramoto.
A Proteção Civil incentiva as famílias e as organizações a aproveitarem o exercício como uma oportunidade para rever os seus planos de emergência e identificar potenciais riscos no seu entorno.
A campanha destina-se a ser um exercício de preparação e não um aviso de um terramoto iminente.
Os residentes podem encontrar mais informações e orientações práticas de segurança em www.aterratreme.pt.








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