De acordo com a empresa de dados de aviação OAG, a integração da TAP no Grupo Lufthansa elevaria a sua quota de lugares disponíveis nestas rotas para 36%.
Trata-se de um aumento significativo, o que ajuda a explicar por que razão a companhia aérea portuguesa suscitou tanto interesse durante o seu processo de privatização.
A TAP já representa cerca de 24% da capacidade de lugares entre a Europa e o Brasil, o que torna a sua extensa rede na América do Sul um dos seus maiores trunfos.
A companhia aérea portuguesa passou décadas a construir ligações com o Brasil, utilizando Lisboa como porta de entrada para os passageiros que viajam entre os dois continentes.
Para a Lufthansa, integrar a TAP no grupo reforçaria a sua posição num mercado onde já opera através de companhias aéreas como a Lufthansa e a SWISS.
O que é que isto significa para Portugal?
O Governo português selecionou a oferta da Lufthansa, no valor de 1,2 mil milhões de euros, por uma participação de até 49,9% na TAP, superando uma proposta concorrente da Air France-KLM.
O acordo deixaria inicialmente o Estado português com a participação maioritária, atribuindo à Lufthansa a responsabilidade pela gestão quotidiana da companhia aérea.
A Lufthansa também delineou planos para expandir a frota da TAP e reforçar o papel de Lisboa como centro internacional de aviação.
O grupo sugeriu que alguns passageiros que atualmente viajam para o Brasil via Frankfurt, Munique e Zurique possam, em vez disso, fazer escala em Lisboa.
O negócio ainda necessita de aprovação regulatória, estando a sua conclusão prevista para 2028.
Para Portugal, a parceria proposta poderá reforçar a importância de Lisboa como porta de entrada para o Brasil e outros destinos de língua portuguesa.
Mas, por enquanto, o valor de 36 % reflete a capacidade combinada de lugares programados das companhias aéreas, e não uma quota de mercado já alcançada através de uma aquisição concluída.









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