«Diria que isto não é nem o ponto de partida nem o plano estratégico que tivemos oportunidade de ver», afirmou o presidente da TAP, Carlos Oliveira, aos jornalistas à margem da assinatura do acordo de venda parcial da companhia aérea, em Lisboa.
Carlos Oliveira insistiu que o caminho a seguir seria de crescimento, salientando que quem investe tanto quanto a Lufthansa investiu na TAP «fá-lo para a fazer crescer».
A 14 de outubro, o Governo selecionou a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1,201 mil milhões de euros por até 49,9% do capital da empresa, prevendo-se que a operação esteja concluída no início de 2028.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros na sequência de uma avaliação das propostas finais vinculativas melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.
O principal fator na seleção foi a oferta financeira da Lufthansa, que foi 163 milhões de euros superior à da Air France-KLM. Foram igualmente avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
A proposta da Lufthansa inclui um preço de referência de 1,025 mil milhões de euros por 44,9% da TAP, acrescido de 58 milhões de euros em ajustamentos temporais relativos à taxa de emissão de bilhetes, SPdH (anteriormente Groundforce, a empresa de assistência em terra) e a Cateringpor (serviços de catering a bordo), bem como 118 milhões de euros relativos aos 5% reservados aos colaboradores, elevando o valor potencial da transação para 1,201 mil milhões de euros.









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