Promovido pela Direção Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo em parceria com a Câmara Municipal de Santarém, o evento terá lugar nas Portas do Sol. O objetivo é estabelecer-se como um “repositório vivo da cultura ribatejana”, reunindo produtores, artesãos, agricultores, chefs, músicos

e figuras culturais.

José Manuel Santos, presidente do conselho regional de turismo, disse à agência noticiosa Lusa que o festival possui um “caráter distintivo” enraizado na promoção de “produtos locais, gastronomia e conexão com o território”.

“Ele busca se aprofundar na identificação, descoberta, valorização e apresentação das tradições do Ribatejo ao público”, afirmou, argumentando que o evento tem o potencial de se tornar uma marca emblemática para a região e, no futuro, alcançar “alcance internacional”.

Segundo Santos, a iniciativa está alinhada com a estratégia de impulsionar a promoção turística no Ribatejo; ele observou que Santarém atualmente responde por aproximadamente 60% das dormidas registradas nos 11 municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.

“Há também o objetivo de eventualmente levar este evento de Santarém para outros municípios da região do Ribatejo”, mencionou.

José Manuel Santos acrescentou que o festival fortalecerá o perfil turístico de Santarém — uma cidade já associada à gastronomia por meio do Festival Nacional de Gastronomia e outras iniciativas relacionadas ao setor.

“Os eventos impulsionam as viagens e o turismo, e este evento se alinha perfeitamente com a proposta de valor turístico de Santarém e da região do Ribatejo”, sustentou.

Concebido pelo Chef Rodrigo Castelo do restaurante Ó Balcão em Santarém, o festival se concentrará na agricultura regenerativa. Esse conceito contribui “simultaneamente para a qualidade da oferta gastronômica e para o desenvolvimento econômico do território”.

“De certa forma, a agricultura regenerativa já está um passo além da sustentabilidade padrão”, afirmou, acrescentando que o conceito envolve métodos de produção que respeitam os recursos naturais e produzem produtos de alta qualidade para os setores de restaurantes e turismo.

O programa inclui os “Jardins da Gastronomia”, onde chefs nacionais e associações locais do Ribatejo prepararão pratos com produtos regionais e raças nativas, bem como uma Praça de Produtores, Artesãos e Agricultores, uma “Rua do Artesanato”, espaços dedicados à agricultura regenerativa e debates sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e inovação agrícola.

O festival também contará com concertos, demonstrações equestres, atividades ligadas às tradições taurinas, uma procissão e peregrinação a cavalo com a imagem de Nossa Senhora da Piedade e a 2ª Tourada Beneficente “Raízes Vivas”.

Para o chefe do conselho regional de turismo, o objetivo é estabelecer o evento como referência nacional em gastronomia.

“O objetivo de médio prazo é estabelecê-lo como um grande evento nacional de gastronomia” e, eventualmente, transformá-lo em “um grande evento para a promoção internacional da região do Ribatejo”, disse.

A primeira edição do “Raízes Vivas” ocorreu em 2025 na vila de Caneiras, em Avieira; este ano, o evento foi transferido para o centro histórico de Santarém devido ao crescimento da iniciativa.