Conforme relatado pelo Jornal Económico (JE), os números mostram que o número de registros ativos de AL caiu de cerca de 20.000 para aproximadamente 11.700 após uma limpeza dos chamados registros “fantasmas” que não estavam mais operando.
Esse declínio coincidiu com restrições ao alojamento local em partes de Lisboa, incluindo áreas onde novos registros são completamente proibidos ou sujeitos a condições mais rigorosas.
No entanto, a redução na AL não foi acompanhada por uma queda nos preços dos imóveis.
Escassez de oferta
Eduardo Miranda, presidente da Associação de Alojamento Local em Portugal (ALEP), disse que os números mostram que o principal problema enfrentado pelo mercado imobiliário continua sendo a escassez estrutural de
oferta.“Uma queda de 30 por cento a 40 por cento, mesmo que fosse de 20 por cento, deveria ter tido um efeito nos preços nessas áreas de contenção e bairros”, disse ao JE. Na realidade, isso não aconteceu. Não há área em que os preços caíram.”
João Pereira, economista e professor do ISEG, disse que as restrições podem ter tido algum efeito ao desacelerar o ritmo em que os preços estavam aumentando.
No entanto, ele explicou que isso não significa necessariamente que os valores das propriedades deveriam ter caído, apontando para o número de fatores por trás do aumento sustentado dos preços das casas em Lisboa nos últimos anos.
O debate ocorre no momento em que Bruxelas introduziu uma nova Lei de Habitação Acessível que estabelece uma estrutura comum para identificar áreas sob pressão habitacional e define condições que devem ser atendidas antes que os governos possam introduzir restrições à acomodação local ou outros usos de propriedades que não servem como residência principal.









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