De acordo com Paulo Carvalho, administrador da Rodoviária do Tejo, empresa-mãe da Rodoviária do Lis II (que detém a concessão de transporte público de passageiros para a região), os 11 ônibus elétricos entrarão em serviço assim que a estação de carregamento localizada na Zona Industrial da Cova das Faias, em Leiria, estiver operacional; isso deve acontecer até o final de 2026.
O CIM apresentou 11 ônibus totalmente elétricos para reforçar os serviços de transporte público.
“Os novos veículos representam um aumento significativo na capacidade de transporte público, melhor mobilidade para a população e mais um passo para descarbonizar a frota que atende os municípios da região”, afirmou a CIM em um comunicado à imprensa.
A CIM está investindo diretamente em seis dos 11 ônibus, ultrapassando três milhões de euros, incluindo o sistema de carregamento elétrico associado, parcialmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A concessionária vai gerir estes seis veículos ao abrigo de um contrato de uso pago de veículos assinado hoje no Edifício Nerlei, em Leiria.
“A alocação desses seis veículos é destinada exclusivamente à prestação de serviços adicionais no valor de 300.000 veículos-quilômetros por ano, representando um aumento real na capacidade de transporte público”, destacou a Comunidade Intermunicipal (CIM).
A concessionária comprou os cinco veículos elétricos restantes — um investimento de aproximadamente €2,5 milhões, também financiado pelo PRR — diretamente. Eles completam a frota de 11 novos ônibus, o que reforçará as linhas com maior demanda e ocupação, particularmente nos municípios de Leiria, Pombal e Porto de Mós, acrescentou
a CIM.Após a assinatura do acordo, o presidente da CIM, Jorge Vala, descreveu a ocasião como “altamente significativa para a região de Leiria”, observando que ela realiza “um dos princípios acordados no início das operações”, ao mesmo tempo que cumpre um compromisso “em relação à pegada ambiental” e “equipa o operador para fornecer melhores condições de transporte público de passageiros”.
Enquanto isso, Jorge Vala, também prefeito de Porto de Mós, apontou para o “problema do aumento significativo dos custos dos combustíveis fósseis”, argumentando que a região precisa responder às necessidades dos residentes, permitindo que eles usem o transporte público de passageiros.
O prefeito de Leiria, Gonçalo Lopes, disse que a mobilidade será um “grande foco para o futuro”, acrescentando que “unir a região” exige melhorar as conexões entre os municípios — um dos principais objetivos da CIM.
“Este é um pequeno passo, mas muito importante para melhorar a mobilidade na região”, enfatizou Gonçalo Lopes.
Paulo Carvalho acrescentou que a Rodoviária do Lis II opera cerca de 120 ônibus intermunicipais na região de Leiria e observou — sem citar um número exato — que a demanda está crescendo a uma taxa de “perto de 10%”.
Os ônibus elétricos servirão para “substituir os ônibus nas rotas mais movimentadas, mas também para reforçar as linhas onde a demanda é maior”, observou o executivo.
Quando perguntado quando a empresa planeja comprar mais ônibus elétricos, o executivo disse que a Rodoviária do Lis II está sempre aberta a investimentos, observando que “hoje, um ônibus elétrico custa entre 450.000 e 500.000 euros, enquanto um a diesel custa cerca de 200.000 euros”.
“Sempre que o financiamento da UE estiver disponível, obviamente estaremos prontos para investir, porque essa é a nossa principal missão: investir e fornecer serviços usando veículos que sejam mais eficientes ambientalmente e tenham custos operacionais mais baixos”, afirmou Paulo Carvalho.
A CIM compreende os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.








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