Em causa está um acordo entre empresas concorrentes para não contratarem motoristas, o que contribuiu para manter os salários de muitos trabalhadores artificialmente baixos. Por outras palavras, a entidade reguladora acusa a Biedronka de ter acordado com uma empresa de transportes que não contratariam os motoristas uma da outra, o que exerceu uma pressão descendente sobre os salários.
A Reuters informa que a Comissão Europeia analisou o caso e concluiu que a conduta viola as regras de concorrência da UE. O acordo em questão terá tido início em junho de 2017 e, tanto quanto se sabe, durou até fevereiro de 2024, envolvendo 29 empresas de transportes. As empresas concordaram, assim, em não contratar os motoristas umas das outras.
Num comunicado, o presidente da UOKiK, Tomasz Chrostny, afirmou que o incidente constitui «uma conspiração que priva os trabalhadores deste direito e compromete os princípios básicos da concorrência leal». Acrescentou ainda que «estas práticas devem ser resolutamente eliminadas do mercado».
A filial polaca da Jerónimo Martins foi também acusada de organizar um esquema que teve sucesso devido à influência económica da empresa no país, onde é a maior cadeia de supermercados da Polónia.









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